Formato hibrido


24/05/2010


Depois do pulso vem as mãos e os dedos_marcelo amm

Um indio, pataxó, adolescente tem a face pintada com cores vivas para comunicar á femea sua disponibilidade para o namoro. Uma garota urbana no baile de debutantes comunica que já é uma mulher em potencial. Uma menina quando enjoa da boneca e começa a desejar um vestido bem cintado quer dizer que o amor já conhece o caminho do coração e o extase que isto possa lhe dar.

A Cruz dos Caltólicos, a Estrela de Davi, a Suástica são marcas, signos que comunicam sem que seja necessário uma complementação oral ou escrita. Nós temos códigos internos e agentes pessoais que determinam a aceitabilidade dos signos criados, assim sendo, as digitais, a iris dos olhos, o timbre da voz são códigos quanticos que alimentam essa cadeia pseudo- informativa.

Tudo determina tribos, cumpre a função da comunicação – comunicar. E, foi assim no feudalismo quando os burgos se amontoavam em volta dos feudos, tambem, foi assim quando Henrique VIII brigou com a Igreja Catolica Romana por querer desposar Ana Bolena e criou a Igreja Anglicana.

A burca, as tatoos, os piercings, o lado escolhido para usar o brinco ou a cor da aliança podem determinar religião, tribo, gostos musicais e opções sexuais.

Estes signos modernos nada mais são do que a evolução das antigas escritas cuneiformes talhadas nas pedras antigas. Então se estamos acostumados a pré conceber uma informação, a julgar o caráter de uma pessoa ou estabelecer códigos primordiais para o tesão: cor ou tipo do cabelo, da pele, dos olhos, tipo físico e similaridades de gostos, somos donos dos nossos próprios narizes.

Do condominio residencial ao shopping; do msn ao orkut não é tão grave que as pulseiras do sexo comuniquem fatos já que essa cultura vem do determinismo social: festas com acesso exclusivo mediante o uso de pulseiras distribuidas para pessoas bonitas e gostos semelhantes.

A evolução da comunicação não tem letras, não tem uma comunicação propriamente dita ela é codificada na dedução de um dicionário particular com códigos pertencentes apenas aos criadores, então assim, a geração do descartável, do deletável determina através de uma cartela de cores não se é pera, uva, maçã ou salada mista e, sim beijo, atração fatal, lance casual, abraço ou sexo prá valer – estupro, nada tão absurdo.

Fotos: Google/Adão Mena

Escrito por marcelo amm às 16h08
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