Era verde da cor do Cerrado coitado! - marcelo amm

 

Hoje, eu  quis dar um google em minha vida e lá fui buscar fotos que expressassem o meu objetivo. Hoje amanheceu chovendo, adoro isso! Os pardais urbanos que moram no pequeno arbusto em frente de minha casa se escondendo embaixo das folhas, enquanto,  um(a) deles(as) que é bem gordinho (a) me olha todos os dias e eu digo filho (a) bom dia prá você... - tenho a impressão que seja femea porque ela traz gravetos no bico talvez esteja fazendo um ninho, vou amar ver está arquitetura sendo instalada bem pertinho de mim -  tenho uma relação tão bacana com os ninhos, mas isto cabe numa oportunidade posterior. Pensei em tudo que está acontecendo á minha volta, a minha casa é simples, mas eu posso fechar a porta, esquentar a água e fazer um café, tenho água fresca ou gelada e tambem um lugar para as necessidades básicas fusiológicas e o banho tépido. Veio á mente a depredação que vem ocorrendo com o restinho de Mata Atlantica que temos e a agressão ao Ecosistema soteropolitano. Esta área quase que totalmente está situada no bairro onde moro - Cajazeiras - um conjunto habitacional e tambem na Av. Paralela; nos Bairros de Patamares, Jd das Margaridas, São Cristovão do Aeroporto, Mussurunga e Estrada Velha do Aeroporto. Nos últimos anos a depredação tem reinado por aqui, principalmente, na Av Paralela e com isto além da M. Atlantica a vegetação do Cerrado tem ido junta - as flores, os arbustos retorcidos, os frutos de cores vivas. Olhem as caras dos Patrocinadores:     

Paralela Shopping - Salvador

Prefeito João Henrique

Governador Jacques Wagner

Alphaville Salvador

 

 

Capim - Djavan

 

Capim do vale, vara de goiabeira
Na beira do rio, paro para me benzer
Mãe d'agua sai um pouquinho, desse seu leito ninho
Que eu tenho um carinho para lhe fazer


Pinheiros do Paraná
Que bom tê-los
Como areia no mar
Mangas do Pará
Pitombeiras da
Borborema, a ema
Gemeu no tronco do Juremá
Cacique perdeu mas lutou que eu vi
Jari nao é Deus mas acham que sim
Que fim levou o amor?
Plantei um pé de fulô, deu capim

 

 

Escrito por marcelo amm às 11h00
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Era de Áquario e Peixes embrulhados no papel_ marcelo amm

Quando eu fui ao céu, deus se chamava Fernando, Dom Bosco tinha vitrais azuis num céu particular e a catedral um colorido céu. Pra descer do céu deus Fernando parecia um pavão emproado – peito pra fora e barriga pra dentro. Pra descer deus Fernando usava uma rampa, mas eu olhei pouco pra deus porque  a mulher que passou perto de mim usando tailleur cinza, scarpin e meia calça era muito mais gostosa do que deus.

 

Na cidade de deus, portanto, paraíso de fato as ruas são limpas, as pistas são de alta velocidade e para que ninguém morra na contramão atrapalhando o tráfego, há uns subterrâneos por onde os pedestres atravessam de um lado a outro. Uma coisa é certa grosseria! -  já percebida pelos guias do Memorial Jk – umas mulheres altamente grossas e impessoais! – as vias de esgoto da cidade tem um diâmetro de 2.0 metros -  joguei a má-educação  no esgoto porque a cidade é linda.

  

Na capital do meu País eu não sou brasileiro porque naquela cidade de sotaque estranho, prá se ter um emprego é preciso estar  residindo fixo por lá uns dois anos minimos; sou nordestino e a rodoviária que me é permitida usar é ruim onde eu só encontro bichos semelhantes a mim no sotaque e na fisionomia – algo como os portugueses denominavam “mulatos” filhos de brancos portugueses e negras escravas.

 

No paraíso do Planalto Central não pode haver favelas -  o governo constrói conjuntos habitacionais para que elas inexistam – os garotos e garotas moradores do setor das mansões, fecham as ruas, contratam bandas do axé para um carnavalzinho particular, enquanto de jet ski deus Fernando surfa no Lago Paranoá, mas tá tão down, down down hight society down, down!

 

Down em mim, dá pra sacar o  porquê das enchentes terem dilacerado a capital baiana – porque o povo é preguiçoso, porque joga lixo nas ruas interrompendo o livre escoamento, porque não há política de urbanização na cidade, porque o saneamento básico é inexistente e deus Fernando acredita que por sermos marítimos saibamos nadar a favor da maré numa prancha tipo sonrisal feita com a porta daquela casa que acabou de desmoronar pró maré molência, porque deus Fernando mora lá no Planalto Central e aqui o povo é preguiçoso, porque  o povo em fevereiro – para  alegria do patrocínio mexe a bundinha pra cá, mexe a bundinha pra lá diante da tevê segurando um cartaz  “ mãe eu tô na band” ou “ filma eu” – me filma um caralho, sou nordestino porra e quero o meu crachá!   

  

Fotos gentilmente cedidas por Google! 

Escrito por marcelo amm às 19h53
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Meu perfil

BRASIL, Nordeste, SALVADOR, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Cinema e vídeo, Arte e cultura, Beijar,rasgar papéis e não fazer nada

Visitante número: