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Hum tom prá Tonho, Jão e Pedrin_marcelo amm
Situo as festas juninas pela ótica nordestina como o amor de Chico Bento e Rosinha de Mauricio de Souza ou Jeca Tatu de Monteiro Lobato.Há neles uma critica social e dá um chamado a olharmos para o nosso umbigo. Por outro lado, há uma universalidade cultural que talvez, assim como, em “Tempos Modernos” de Chaplin já apontasse para a mundialização da humanidade. Desde criança desfilo em quadrilhas colegiais e até já fui eleito o melhor caipira na quinta série. Adoro me vestir de matuto nas festas juninas acho que seja uma homenagem á ingenuidade e á honestidade. Estes festejam encabeçam a cultura agregadora de valores sem perder a origem. Famílias costumavam organizar bufês familiares e individuais: bolo de carimã, bolo de aipim, bolo de tapioca, bolo de milho, canjica de milho verde, mungunzá e diversos licores: jenipapo, amendoim e até o licor da pimenta. Pessoas, saiam de casa – em - casa cantando, dançando e ao chegar diante de uma casa da vizinhança dizia-se “ São João passou por aqui?” e ao ouvir o “sim” adentravam – na cantando; comiam, bebiam e saiam - era um verdadeiro roteiro gastronômico. Passado o tempo, o bufê passou a ser coletivo – talvez o inicio dos festejos juninos indoors – cada família contribui com uma porção de coisas, monta-se uma mesa grande, uma fogueira, bandeirolas e palmas de coqueiro e/ou dendê dão o clima do “arraiá” e se sobrar grana e encontrar um Trio Nordestino que faça um precinho camarada: hummmm zabumba, triangulo e sanfona – festa completa e forró autentico pé- de-serra. Daí então gerou-se os concursos de rua melhor ornamentada e os concursos de quadrilhas. Dizem que o forró venha da língua inglesa “for all”, o xote de “shooting” algo como dançar chutando. Os fogos são originários da China. A quadrilha e a Dança de Fitas são de origem portuguesa e as marcações são francesas; as comidas são de origem indígena e africana. Anarriê é um dos comandos dos puxadores de quadrilha – também olha a chuva, caminho da roça, preparar a conquista, olha a cobra, carrossel e a preparação para entrar no túnel do amor completam a ordem do desfile. Os festejos juninos resgatam também, um exercício de prosperidade nordestina começado aos dezenove dias do mês de março dia de São Jose – santo da fartura – dia em que as pessoas pedem proteção, fazem procissão e pedem chuva e abundancia. É o dia em que se planta o milho para ser colhido em junho – eu já plantei várias vezes é uma delicia – fura se um buraco na terra arada com o calcanhar joga-se três grãos dentro e cobre de terra com o pé dizendo “São José que não dê pendão de milho de montão. Tenho fé.”. Tradicionalmente, é preciso lembrar que há uma Trindade – Santo Antonio, São João e São Pedro – para os íntimos: Tonho, Jão e Peu! – as famílias mais antigas faziam fogueiras nos três dias: 13.06; 23.06; 28.06. Hoje em dia isto é fortalecido de acordo com a tradição local e/ou dia do padroeiro da cidade. Em Salvador só o dia 24.06 é feriado e o São Pedro já é quase esquecido pelo capitalismo – “a usura dessa gente já virou um aleijão.”. Evolução situada em elementos multiculturais agregados e ai nascem bandas como “ Mastruz com Leite” e “Falamansa” aquela ícone da ôxente music e esta do forró universitário.O Neo forró é a febre do momento e agrega também o vaneirão do sul do pais algo bem próximo da rancheira nordestina e inclui bandas como: Calcinha Preta, Saia Rodada, Cavaleiros do Forró, Aviões do Forró e a Forrozão Dukarai cuja tem minha ex-colega de trabalho Fernanda como vocalista. Cavalheiros de um lado, damas do outro. Vai começar a quadrilha, anarriê! “Toda Menina que enjoa da boneca [ Ela sabia o que era desejo (...) Era assim: ficava faminta mas não de comida, era um gosto meio doloroso que subia de baixo –ventre e arrepiava o bico dos seios (...) ficava então meio nervosa e Gloria lhe dava água com açúcar.] é siná de que o amô já chegou no córação. Meia cumprida, não quer mais sapato baixo, vistido bem cintado, num qué mais visti timão.” Xote da Meninas de Luiz Gonzaga/Zé Dantas. Entre cochetes: Macabéa e Olímpico
Esta foto:casadeburlesco.com/ as demais com créditos devidos
Escrito por marcelo amm às 16h14
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Vermelho cor de fogo_marcelo amm
A distancia era o grande problema, mas a criatividade sempre deu um jeitinho. Isabel estava grávida e para avisar á Maria, sua prima, sobre o nascimento do seu filho João, acendeu uma fogueira que pudesse ser vista á distância. Os fogos têm origem na China. E, a crendice alerta para o fato de que se fizer uma fogueira num ano é preciso repetir o ato por sete anos seguidos. Replanta – se uma árvore ao lado da fogueira se ela cair significa que o dono ou a dona da casa não viverá na próxima Festa de São João. Pondo água numa bacia pessoas tentam vir a ser refletidas nela, a não visão ou visão interrompida significa morte na certa. Se quiser causar uma briga, pega-se a brasa de uma fogueira e mistura-se á brasa da fogueira de outra família...dá em briga mesmo! O bom é que a Festa é divertidíssima e pessoas tornam-se compadre ou comadre de fogueira saltando-na de mãos dadas.
Fotos google Forró do Saia Rodada Escrito por marcelo amm às 18h57
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