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Como é ser menina? - marcelo amm
E, por ser maio o mês das mães, das noivas, o mais feminino, viajei num livro que li, recentemente, sobre a vida de uma paquistanesa, Mukhtar Mai, o trecho que transcrevi é o lado doce da história, o leve, o que obteve de resposta o seu sorriso.
Ô mãe, me explica, me ensina me diz, o que é feminina? “...Mas cada casta tem suas tradições, e a lei islâmica não a autoriza escolher.(...) Assim, uma mulher pode ser acusada de zina, um pecado que abarca ao mesmo tempo o adultério, as relações fora do casamento e o estupro. Com isso, pode ser condenada a morte por apedrejamento, muito embora seja proibido.(...) E choviam recomendações de todas as mulheres ‘ Você vai para a casa do seu marido, terá de se esforçar para honrar o nome de seus pais, o nome da sua família.’’Faça tudo que ele pedir, respeite a família dele...’Você é a honra dele e da família dele, terá de respeitá-los.”(...) No dia do meu casamento eu usei, obedecendo a tradição, a roupa que o noivo comprou para mim. (...) Antes da cerimônia, a noiva deve prender os cabelos em duas tranças e uma semana antes do casamento as mulheres da família do noivo chegam para desfazê-las, trazendo –lhe também alimento para toda semana.(...) Chega então a hora da hena, o mehndi. As mulheres da minha futura família cuidam elas mesmas de aplicá-la na palma das minhas mãos e nos pés.(...) A mulher incumbida do ritual molha pequenos chumaços de algodão em sua panela de óleo, jogando seu conteúdo no rosto do marido e dizendo: “ Aí vão flores pra você.” Em seguida coloca um outro pedaço de algodão na palma da minha mão direita e eu devo apertar os dedos com toda força, para que o marido não consiga abri-los. É uma espécie de prova de força: se ele conseguir abrir a minha mão, pior para mim ele ganhou. Se não conseguir, todo mundo zomba dele rindo. “ Você não é homem, nem consegue abrir mão dela!” neste caso, ele é obrigado a me perguntar: “ Diga o que quer” “Se quiser que eu abra a mão terá de me dar uma jóia.” E a noiva pode recomeçar a brincadeira.” Mukhtar Mai – Desonrada.** O ghund kholawi é o ritual de tirar a burca, algo parecido com o chá de cozinha ou o chá de panelas que nós fazemos e que a noiva precisa adivinhar os presentes ou vai tirando peças do vestuário quando erra. Na tradição paquistanesa, o noivo, também, está presente e as amigas da noiva encorajam-na a não retirar o véu até que ele pague o que elas pedem...dinheiro em rúpias... Costura o fio da vida só pra poder cortar Ô mãe......................................” *Feminina/1980 - Joyce http://www.joyce-brasil.com/musica/feminina.html Shanti Ashtangi – Madonna Vunde gurunam caranaravinde/Sandarsita svatma sukhavabodhe Nihsreyase jangalikayamane/Sansara halahala moha santyai Hala hala/Ahahu purusakaram sankha cakrasi Ahahu purusakaram sankha cakrasi/Dharinam dharinam sahasra sirasam Dharinam dharinam sahasra sirasam/Vande Om Shanti, Om Shanti Shanti shanti Shantay Om (repeat)
Shanti Ashtangi ( tradução) Eu venero o gurú do pé de lótusNo despertar da felicidade da auto-revelaçãoAcima da compaixãoTrabalhando como um médico na selvaPara pacificar a perda da consciênciaDo veneno de nossa existênciaCom a forma de um homemCom os ombros para o altoSegurando um escudo, disco e espadaMilhares que tiveram suas cabeças como alvoEu faço uma reverência respeitosaPaz
** Mukhtar, Mai, 1977 – Desonada/ Tradução Clóvis Marques – 4ª ed. – Rio de janeiro: Best-seller, 2007.
Escrito por marcelo amm às 15h44
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