9hs – ônibus Cajazeira 10 x Lapa x Barra. Samartcard R$2,00, mochila, biscoito Richester e uma garrafa pet 200ml cheia de nada. Sentei – me numa cadeira unitária – não queria conversar c/ ninguém – queria ver as casas, as pessoas e ler seus gestos em libras cortados pelo movimento ascendente do buzú, os risos sem dentes e tentar ler os audóres como eu os lia na alfabetização.
Pus numa sacola da Renner vários galhos de alumã fresco para Semiramis macerar e usar nos cabelos. Desci perto dos castanhos Garnier de Ivete Sangalo e da Igreja da Graça – o desejo de Catarina Paraguassú realizado por Caramurú.Parler Francês na Aliança Francesa e o Reconvexo fotográfico do jornalista Marcelo de Trói – o começo do inesperado e a excitação da percepção: pés, mãos,Fabrica de Charutos Suerdieck, Iemanjá no corpo e São Jorge na parede.Lista de compras: miçangas e pesquisa de materiais para a decoração de sandálias havaianas para serem vendidas no verão. Campo Grande, Passeio Público – Salvador up hill – ladeira acima, down hill ladeira abaixo.
16° Festival Internacional de Arte Eletrônica SESC_Video BR na Bahia: instalações, cinema, áudio, vídeo e autobiografia visual dos ianomâmis de 1970 a 1980 pelos olhos suíços de Claudia Adujar.
Eu acho que os índios quando fotografados olham parecidos com uma premonição de estrupo.
Keneth Anger – “Fireworks, um pesadelo poético e sexual, fetiche gay, referencia ao ocultismo e o pioneirismo ao vídeo clip”. Peter Greenway –“ alimenta há dez anos o projeto de cinema expandido”. Marcondes Dourado – “mixagem da tradição baiana de maneira onírica, irônica, caótica, a condição humana no mundo globalizado”. Preferi um loop na capela de MAM c/banquinho de frente pros telões em LCD’s. No Píer a galera incendiando maconha e eu xêro a brisa do mar pra ficar no barato. Marcel Odenbach está ali em minha frente pra ver o pioneirismo de sua arte em vídeo: “os excertos de filmes clássicos e de cine jornais”. Pus o headphone, aumentei o som para esterilizar o meu corpo á fora, assassinei a fome tão barato: cachorro quente de origem duvidosa R$0,50 e um Kuat Zero R$0,80 e guardei o anel de repente o “Kuat dá mole pra...”mim. O loop 2 de Odenbach produzido entre 1970 e 2005 a Afreeka tava ali tão ôxente meu rei quanto Häägen Dasz de cajá-umbú, cajarana e pitanga.
Eu acho que os negros quando fotografados tem os olhos de premonição das idas aos navios negreiros.
Nas nuvens subi a ladeira, vi a sauna gay, as casas 20 e 40 estão com placas de vendas. Gamboa de cima e de baixo e o Teatro Vila Velha dos anos 70 Palco para Gal, Gil, Caê, Bethânia cantar e ir dormir na cadeia. Semáforo: uma mulher negra ao lado vestida de Iansã como o sinal Pare para pedestres, do outro lado um alemão maior que os meus 1m81 olhando fixamente para ela? – ele nos cortou ao meio, olhou para mim, sorriu e piscou o olho. E, eu? Sorri, so sorry!
Casa: café quente e banana da terra cozida, corta em rodelas com açúcar mascavo e canela.
Queria dançar da melhor forma possível...A Tarde Fm – Garoa – Carlinhos Brown.
Eu acho que os alemães tem as meninas dos olhos bem pequenas, vêem rápido e traduzem com riqueza de detalhes
Bjos!!! @mm

Foto: Solar do Unhão// MAM - Ba
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