Caminhar ao sol_marcelo amm

Talvez seja estranho, mas eu estou escrevendo num papel cor-de-rosa sem cheiro porque é um pedaço de papel. Estranho porque nós os homens não somos cores-de-rosas. Aqui ponho as palavras que o meu coração queira dizer, supondo pelo som que ele produz, suponho por ser seu velho conhecido desde que nasci o conheço – desde outras vidas me pertenço, pertenço ao meu coração. Destes sons a tinta azul com esta minha letra, que dizem ser bonita, tento descrever o ar que brota da janela e balança os pelos de minhas pernas, outros passam pelo dread do meu cabelo em direção ao ouvido. A música do rádio me diz pra caminhar ao sol e encontrar alguém. Já sei! – Fico sempre ao sol, estou sempre no caminho da luz, da areia molhada pelo mar porque gosto de clareza,  do chocolate amargo, queijo coalho ou parmesão ralado.

 

Estou aqui pra viver o cetim da lua, o bronze cor – de – laranja dourando a pele. Daqui porque vejo o pássaro que está em minha janela  e eu pediria um favor. Não, dois favores assim como uma  criança que tenta negociar um pedaço a mais do bolo ou tornar a ida á esquina uma distancia incomensurável. Tento mensurar o que o pássaro possa levar no bico tudo que eu quero dar a você: aquela música, aquele livro? – não cabem. Meus beijos? Ah, são muitos. Minha saliva? Não, é maior do que o Solimões em solidões sem palavras  guardadas na esquina que vai da garganta ao céu da boca com estrelas que felizes cadentes bêbadas e de vaidade se embriagam de frases “ eu te amo” assim entre aspas por proteção, ditas no olhar, na pausa das mãos, nas águas que os corpos produzem, na vertigem da lágrima feliz.

 

Vai, passarinho, vai. Voa, voa e leva esse trechinho final do texto. Ah, espera, acrescenta um pouquinho de açúcar, afeto, meu doce predileto e assina, não, não eu assino, assinarei eu te amo assim sem aspas livre. É, de hoje em diante assim me chamarei. Corre! Leva! Cabe em teu bico tantas coisas? Você pode? Diz!  
""Caminhar ao sol
Encontrar alguém
Me deixar levar
Se o meu dia for assim""
tá tudo bem!!! Pedro Camargo Mariano

Fotos: Google


Escrito por marcelo amm às 14h07
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Perfume Quebrado_ marcelo amm

Um ronco fúnebre de uma moto jovem e cinco estalos que pareceram inocentes bombas juninas. Em dois pontos de minha perna direita ardeu muito e quando olhei era vermelho, corri me escondendo atrás do balcão da lan house e alguém fechou a porta.
 
Quando consegui sair uma adolescente de 14 anos de idade, bonita ansiosa que havia chegado querendo saber a que horas teria um PC que  pudesse acessar, tinha três perfurações no corpo e estava caída ao chão. E, um mar de gente em circulo como a vida é feita de círculos: da barriga arredondada, da panela que cozinha, a roda que rodagigantegirante a vida; a bolsa que se rompe ou as pernas que se abrem para o circulo da vida passar o choro redondo de boca banguela e olhos amendoados. Uma voz feminina em dores de mãe gritava sem forças "Lisandra, ó meu Deus?!..."
 
Dos dez minutos que a pés gasto de minha casa á lan house pareceram uma eternidade; todo carro parecia me buscar, toda gente parecia ter escondido nas mãos revolveres, todo objeto: livro, celular, mãos vazias ou dadas - revolveres.

 

O único liquido estéril existente em casa era perfume, lavei o ferimento com água quente e pus perfume, tive medo de ir ao médico e falar de algo que eu não sei. Não consegui dormir por dois dias, no terceiro dia fui ao médico:  deram – me uns relaxantes musculares e uma série de injetáveis. E passei por uma angustiante espera do resultado radiográfico durante sete dias.

Uma das balas atravessou a parte muscular mole próximo á batata da perna, a outra passou de raspão próximo ao tornozelo. Vários estilhaços feriram próximos e também nas costas, machuquei um dos dedos da mão direita e perdi um dente.

 

O meu sumiço se deu em virtude disto. Sentar – me diante um computador numa lan house ainda é difícil. Uma multidão normal de pessoas tem me incomodado, tenho dormido com remédios e estou instável emocionalmente...enfim não tenho medo de morrer...nunca tive....só que sempre aprendo algo com as coisas e aprendi que morrer é muito rápido enquanto nascer, quase sempre, dura nove meses.

 

Obrigado a todos, mas se eu sumir é  porque quis desaparecer por um tempo e me organizar....não pretendo fazer isto...queria dormir por um longo período, um mês por exemplo...vou voltando...talvez.

 

 

 

Fato  Real ocorrido em 19.07.2009

Fotos Google

Escrito por marcelo amm às 16h32
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Cine Astória_marcelo amm

 

Lúcia, mulata, 42 anos, dois filhos, conservara bem o corpo, 1.70m, pernas grossas bem torneadas, o quadril ficou um pouco mais largo  criando uma pele flácida  abaixo do umbigo, cuja foi resolvida em várias aulas de natação – 30 min. diários na academia do Yatch Club.

 

Enrico, seu marido, italiano, 50 anos tornou – se inconveniente nos dez anos de casamento, no entanto, conveniente pai exemplar e dos seus caprichos de mulher: a manutenção da aparência, o perfume importado e o cuidado com a educação dos filhos.

 

Inconseqüente com o corpo, muita comida italiana e vinhos deram – lhe uma beleza descuidada, muita barriga e dentes amarelados –  alem disso uma irritante explosão de temperamento por besteiras.

 

Enquanto, ela tornara – se a mulher bonita, atrativa  para os jantares de negócio – bem, ele sabia que muitos dos seus contratos fechados se deram em grande parte pela sedução que a sua mulher exercia nos olhos dos homens.

 

Por várias vezes quando voltei do trabalho pensei ter visto Lúcia em pé, ali bem próxima ao Cine Pax – a maquiagem forte, o vestido um pouco  mais justo ao corpo e o cabelo arrumado diferente não me davam a certeza – era 1954 e isto não era tão comum no procedimento das mulheres dos anos dourados.

 

Quando cheguei em casa liguei pro Nelson Rodrigues, noutras vezes pro meu amigo Vinicius de Moraes – ambos bons entendedores da alma feminina – e em frases diversas acabaram por conservar em paradas estanques da respiração   o suspense eloqüente terminante, imperativo – algo cujo se não me falha a memória “ você sabe o que ela está fazendo!” Telefone desligado, cabeça funcionando achei melhor esquecer.

 

Ontem, deixei o carro distante do escritório na volta para casa. Fumei um cigarro Yolanda – o último que eu tinha na carteira – enquanto sentia o vento de Copacabana – me faz bem ao final de tarde. Na Farme de Amoedo o cartaz do filme “A  um Passo da Eternidade‘ com Sinatra, Donna Reed e Deborah Kerr já celebrava três meses de exibição e as filas á tarde já não eram tão grandes quanto na estréia. Novamente, vi aquela mulher, parei na banca  comprei mais um maço de cigarros e a revista “O Cruzeiro” que apontava como certa  a vitória de Marta Rocha à Miss Brasil, aproveitando para me certificar se era, realmente, Lúcia.

 

Dez minutos, mais tarde,   o Freitas em seu Buick Le Sabre passou e balançando dois dedos da mão direita ela o cumprimentou. Ele seguiu, estacionando na esquina da Av. Copacabana e retornando  ao cinema, comprou dois bilhetes, balançando – os  entre os dedos para que ela o visse entrar no corredor que dá acesso ao foyer.

 

Cinco minutos, ela também entrou, encontraram – se como se fosse por acaso comprando balas no baleiro móvel. Esperei outros dez minutos, deixei que os meus olhos se acostumassem com o escuro da sala, localizando – os pus-me a sentar duas filas atrás de onde estavam.

 

Lúcia tinha os seios nus sugados por Freitas, enquanto, uma de suas mãos sôfregas tentava – lhe abrir o fecho éclair – o ápice  é o momento em que o  Freitas arrancou de uma só vez sua calcinha molhada.

 

Antes de o filme terminar, saíram e foram para o Pensionato Feminino sumindo na escada ascendente.

 

Pensei contar para o Enrico. E, se ela dissesse que eu também já tinha dado em cima dela?

 

Pensei chantageá – la e exigir a minha vez com ela, a minha recompensa do segredo compartilhado, todo homem faria isto, mas eu não fui cafajeste.

 

Fiz um bilhete anônimo para Enrico. Me arrependi dez minutos mais tarde de tê_lo posto por debaixo da porta.

 

Passados oito dias, na sexta-feira, ás 6hs no por do sol, Enrico foi visto louco correndo mar de Copacabana á dentro – queria ter  fugido, chegado  do outro lado á Itália.  

 

 

        

 

Fotos: Google

Escrito por marcelo amm às 16h34
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

@_@ e *_* marcelo amm

 

"Onde eu tento esquecer um amor que eu tive e ví pelo espelho na distância se perder..."

Não fuja da tinta, a caneta.

Não apague da pele, o suor.

Não pague do meu lençol, os desenhos

 - Que feio!

Não leia meus olhos traidores

Não cale na boca uma palavra boa

Não dirija em baixa, a velocidade.

Não corte na cara, o vento.

Não seque a chuva do meu peito.

Não deixe que eu me escape.

Não apague a minha frase tonta.

Não deixe inteiro, o jarro.

Não permita me permitir.

Não deixe que a sua saliva seque em minha boca

Não deixe de olhar pro lado

Eu estou do teu lado direito na curva á esquerda ao meio do caminho

Á frente que te leve a algum lugar.

"Se você pretende saber quem eu sou...? - eu posso lhe dizer." 

Juro que posso, amanhã!

 

Ficção...pessoas queridas ouví a Elis cantando "As curvas da Estrada de Santos" do Roberto e do Erasmo ontem no  rádio. Como pode ela tá viva? 

 

Escrito por marcelo amm às 21h43
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Ele só queria ter sido Diana Ross_marcelo amm

Eu me lembro de ele ter  querido cantar como Diana Ross, também, dele  ter acreditado que não morreria. Não sei onde falei sobre a cor ou negação dela ou dos traços africanos. Não sei se entendí que uma criança usada sexualmente pelo pai tenha o direito de ser várias coisas ou o direito de  ter convertido todo o seu potencial em arte e  boa. Aprender a dançar com James Brown e fazer melhor do que o mestre é genialidade. Sei que falei mal algumas vezes, pior ainda, pensei mal, mas na redenção dancei muito o que ele cantou várias vezes

 

"Americanos pobres na noite da Louisiana. Turistas ingleses assaltados em Copacabana
Os pivetes ainda pensam que eles eram americanos.

Turistas espanhóis presos no Aterro do Flamengo, por engano.
Americanos ricos já não passeiam por Havana
Veados americanos trazem o vírus da AIDS para o Rio no carnaval.
Veados organizados de São Francisco conseguem controlar a propagação do mal.
Só um genocida potencial - de batina, de gravata ou de avental - pode fingir que não vê que os veados
- tendo sido o grupo-vítima preferencial -  estão na situação de liderar o movimento  para deter a disseminação do HIV.
Americanos são muito estatísticos têm gestos nítidos e sorrisos límpidos olhos de brilho penetrante que vão fundo no que olham, mas não no próprio fundo. Os americanos representam boa parte da alegria existente neste mundo.


Para os americanos branco é branco, preto é preto (E a mulata não é a tal)
Bicha é bicha, macho é macho, mulher é mulher e dinheiro é dinheiro. E assim ganham-se, barganham-se, perdem-se, concedem-se, conquistam-se direitos enquanto aqui embaixo a indefinição é o regime
E dançamos com uma graça cujo segredo nem eu mesmo sei entre a delícia e a desgraça; entre o monstruoso e o sublime.

 
Americanos não são americanos são velhos homens humanos chegando, passando, atravessando.
São tipicamente americanos. Americanos sentem que algo se perdeu, algo se quebrou, está se quebrando.
[Caetano Veloso]

 

 

If you're thinkin' about my baby
It dont matter if you're black or white

If you're thinkin' of
Being my baby

It dont matter if you're black or white [ Michael Jackson

 

Escrito por marcelo amm às 13h19
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Para belos Dias de São Pedro_marcelo amm

Dia destes Luma lançou um desafio no Blog com o Selo  Chá de Carqueja uma proposta do repensamento do que é veiculado pelos blogs, foco, evolução etc e tal - o texto que publiquei anteriormente Palavra Digitada fiquei devendo essa citação...Uma gaucha - Beti Timm que adora dizer "eu te amo" me presenteou com o Selo Jovens que pensam e eu fiquei muito agradecido. Como na maioria das vezes o selo fica á disposição de quem quiser seguir copiando - o.

Na frente da casa passava uma linha de trem antes da estação da R.F.F.S.A, o Leste Brasileiro. Antes da estação de Candeias estavam á esquerda Ponta da Lage e Salvador e em frente após á estação Santo Amaro da Purificação (BA) e o Trem Monte Azul seguia vindo de Serra Talhada (Pe) para Montes Claros  nas Minas Gerais.

 

Nas reformas das linhas o dormente ( pedaços de madeiras cortados em toras grandes e quadradas que são usados para separar os trilhos da terra e o rejunte era de cascalhos e britas) eram substituídos por novos para alegria geral da garotada, pois, estes eram guardados para as fogueiras dos festejos juninos.

 

Algumas pessoas faziam fogueiras para Santo Antonio, São João, São Pedro e São Jerônimo. Maria Patrícia – uma moça velha – diz –se da mulher de idade avançada ainda virgem e solteira – tinha 70 anos, vendia mingau de tapioca, mungunzá, bolos todas ás manhãs da estação ferroviária; sofria do coração e fazia doces bolinhos de arroz que eram dignos de serem comidos e tocar com as mãos o céu para agradecer.

 

Foi ela quem me falou sobre São Pedro que era referendado por viúvas e por isso ela fazia fogueira. Sempre gostei de conversar com pessoas mais velhas e guardei as informações nos meus arquivos mentais.

 

Pedro é farto protetor dos pescadores e o grande anfitrião celestial. Bem hoje é dia de Pedro e dia de fogueira, dia de deixar o coração aquecido com muito amor!   

 

Um pouco do nordeste intertextualizado vejam no clip abaixo!

Escrito por marcelo amm às 19h38
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Palavra Digitada_marcelo amm

Foto: Google

Fade in...

 

   

A Litératura muderna é atuante e se você quer isso pra sua vida embarque, mas antes passe numa banca de jornal e leia a manchete mais sórdida, leia a bula de um remédio vulgar qualquer; leia um bom livro ou um livro medíocre com o rádio ligado bem alto,  rádio mesmo! Porque ele flui e toca o inusitado*.Ligue a tevê assistindo a tudo: Beija Sapo, Ponto P, BBB, uma boa novela mexicana ou a soap rap Malhação. Por favor, não use rédfone porque além da música, ouça o canto dos pássaros, o bife fritando na cozinha, o som da água que escorre no banheiro – pense nas pessoas que você só imagina sem roupas e se puder masturbe – se ou foda – se é a mesma coisa.

 

Ponha o seu liquido preferido em uma taça transparente,  gelo, limão e veja o que acontece. Só assim, comece a escrever. Se for escrever na rua deixe Deus dentro de casa. Se for escrever em casa mantenha sedado o diabo no corpo. Não tenha religião. Seja o que você não é, mas não se esqueça de ser mulher, homem, puta; uma prostituta daquelas bem rameiras que trepam por um real; seja viado ladrão, drogado; leia aquele Jornal da Igreja Universal dilua-o em água, acrescente um sonrisal e beba, beba essa porra antes que acabe a efevercência.

 

 

Se todos estiverem no verão, vá para o inverno evitando escrever o que seja noticia ou o que seja moda, mas não deixe que as outras pessoas descubram isto.

 

Mande o seu pai para a cadeia, tranque a sua mãe no quarto, acredite que a sua irmã foda com Deus e o Mundo inteiro, denuncie o seu irmão por uso de drogas. Assista a vários filmes “bês”, tome sonífero pra acordar cheirando fumaça e óleo diesel. Faça doações de casacos no inverno e não esqueça de chamar a imprensa.

 

Crie escândalos falsos, invente matérias em jornais estrangeiros e procure se lembrar de toda aquela turma de colégio - uma daquelas pessoas, no mínimo, deve ter se tornado jornalista...contacte – a diga que há tempos a procura e consiga com que ela lhe entreviste e não esqueça de pedir que ela cite de ter ficado sabendo do seu talento através de um escritor famoso...cuidado para não citar alguém que já tenha morrido. Hemingway, Orson Wells, Jorge Amado – estão proibidos, mas Veríssimo, Castro Alves, Cruz e Sousa,  Gabriel Garcia Marques, João Ubaldo "Carneiro", Lygia Fagundes Telles podem.

 

Se quiser escrever, escreva o novo – seja jovem sem que isso signifique ter 18 aninhos de idade ou cinquentões, pois existem velhos, idosos, quase mortos, rançosos, reacionários de 21 aninhos de idade e jovens alucinadissimos, conectados de apenas 80 anos de idade -  na flor da idade -  casca grossas mandando bem pacas pra geral.

 

Escreva enquanto estiver na cama, mantenha próximo um exemplar de jornal que não precisa ser necessariamente daquele dia; um dicionário grande; halls cereja, uma caneta bic cristal sobressalente e uma revista qualquer: Vogue, Muito, Viva, Contigo. Leia o Clarin on line, deixe o Evangelho aberto na página que você leu pela manhã, olhe para os trigos no vaso, mantenha o telefone móvel no vibra call bem próximo – de cansaço durma em meio a tudo isto e acorde se sentindo um pedaço de fruta numa taça over ocupada por outros pedaços – aquela uva frou-frou, aquela acidez da maçã, aquele mamão melado e aquela melancia aguada sem contar o bagaço da laranja.

 

Não esqueça de acender um incenso de jasmim, colher uma flor do seu jardim e no canto esquerdo um lembrete: Vamos comece abra o Word no inicio escreva fade in e no final alem de deixar um beijo, fade out.

Foto: Google

Escrito por marcelo amm às 20h51
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Era verde da cor do Cerrado coitado! - marcelo amm

 

Hoje, eu  quis dar um google em minha vida e lá fui buscar fotos que expressassem o meu objetivo. Hoje amanheceu chovendo, adoro isso! Os pardais urbanos que moram no pequeno arbusto em frente de minha casa se escondendo embaixo das folhas, enquanto,  um(a) deles(as) que é bem gordinho (a) me olha todos os dias e eu digo filho (a) bom dia prá você... - tenho a impressão que seja femea porque ela traz gravetos no bico talvez esteja fazendo um ninho, vou amar ver está arquitetura sendo instalada bem pertinho de mim -  tenho uma relação tão bacana com os ninhos, mas isto cabe numa oportunidade posterior. Pensei em tudo que está acontecendo á minha volta, a minha casa é simples, mas eu posso fechar a porta, esquentar a água e fazer um café, tenho água fresca ou gelada e tambem um lugar para as necessidades básicas fusiológicas e o banho tépido. Veio á mente a depredação que vem ocorrendo com o restinho de Mata Atlantica que temos e a agressão ao Ecosistema soteropolitano. Esta área quase que totalmente está situada no bairro onde moro - Cajazeiras - um conjunto habitacional e tambem na Av. Paralela; nos Bairros de Patamares, Jd das Margaridas, São Cristovão do Aeroporto, Mussurunga e Estrada Velha do Aeroporto. Nos últimos anos a depredação tem reinado por aqui, principalmente, na Av Paralela e com isto além da M. Atlantica a vegetação do Cerrado tem ido junta - as flores, os arbustos retorcidos, os frutos de cores vivas. Olhem as caras dos Patrocinadores:     

Paralela Shopping - Salvador

Prefeito João Henrique

Governador Jacques Wagner

Alphaville Salvador

 

 

Capim - Djavan

 

Capim do vale, vara de goiabeira
Na beira do rio, paro para me benzer
Mãe d'agua sai um pouquinho, desse seu leito ninho
Que eu tenho um carinho para lhe fazer


Pinheiros do Paraná
Que bom tê-los
Como areia no mar
Mangas do Pará
Pitombeiras da
Borborema, a ema
Gemeu no tronco do Juremá
Cacique perdeu mas lutou que eu vi
Jari nao é Deus mas acham que sim
Que fim levou o amor?
Plantei um pé de fulô, deu capim

 

 

Escrito por marcelo amm às 11h00
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Era de Áquario e Peixes embrulhados no papel_ marcelo amm

Quando eu fui ao céu, deus se chamava Fernando, Dom Bosco tinha vitrais azuis num céu particular e a catedral um colorido céu. Pra descer do céu deus Fernando parecia um pavão emproado – peito pra fora e barriga pra dentro. Pra descer deus Fernando usava uma rampa, mas eu olhei pouco pra deus porque  a mulher que passou perto de mim usando tailleur cinza, scarpin e meia calça era muito mais gostosa do que deus.

 

Na cidade de deus, portanto, paraíso de fato as ruas são limpas, as pistas são de alta velocidade e para que ninguém morra na contramão atrapalhando o tráfego, há uns subterrâneos por onde os pedestres atravessam de um lado a outro. Uma coisa é certa grosseria! -  já percebida pelos guias do Memorial Jk – umas mulheres altamente grossas e impessoais! – as vias de esgoto da cidade tem um diâmetro de 2.0 metros -  joguei a má-educação  no esgoto porque a cidade é linda.

  

Na capital do meu País eu não sou brasileiro porque naquela cidade de sotaque estranho, prá se ter um emprego é preciso estar  residindo fixo por lá uns dois anos minimos; sou nordestino e a rodoviária que me é permitida usar é ruim onde eu só encontro bichos semelhantes a mim no sotaque e na fisionomia – algo como os portugueses denominavam “mulatos” filhos de brancos portugueses e negras escravas.

 

No paraíso do Planalto Central não pode haver favelas -  o governo constrói conjuntos habitacionais para que elas inexistam – os garotos e garotas moradores do setor das mansões, fecham as ruas, contratam bandas do axé para um carnavalzinho particular, enquanto de jet ski deus Fernando surfa no Lago Paranoá, mas tá tão down, down down hight society down, down!

 

Down em mim, dá pra sacar o  porquê das enchentes terem dilacerado a capital baiana – porque o povo é preguiçoso, porque joga lixo nas ruas interrompendo o livre escoamento, porque não há política de urbanização na cidade, porque o saneamento básico é inexistente e deus Fernando acredita que por sermos marítimos saibamos nadar a favor da maré numa prancha tipo sonrisal feita com a porta daquela casa que acabou de desmoronar pró maré molência, porque deus Fernando mora lá no Planalto Central e aqui o povo é preguiçoso, porque  o povo em fevereiro – para  alegria do patrocínio mexe a bundinha pra cá, mexe a bundinha pra lá diante da tevê segurando um cartaz  “ mãe eu tô na band” ou “ filma eu” – me filma um caralho, sou nordestino porra e quero o meu crachá!   

  

Fotos gentilmente cedidas por Google! 

Escrito por marcelo amm às 19h53
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Divulgações

Coisas que os outros bloggers amigos andam fazendo!

 

Gisele aqui           

 

Vinicius está com a sua Banda Garagem 69 no Faustão veja como votar aqui

 

E Grace Olsson publicou o Livro:

Crianças refugiadas em Moçambique: Um Drama na África  aqui

Enfim frequentem - se e divirtam se!

 

Escrito por marcelo amm às 22h15
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Bernardo e Bianca_marcelo amm

Como é possível que de uma nuvem tão escura se veja o sol, trilhas e risos num quase céu denso?

Queria ser feliz desde os 15 quando conheceu o céu.  O céu: 1m80, 19 anos, aquelas pernas, aqueles braços e aquele abdômen. Um olhar barra pesada de sobrancelhas que derrapavam, propositalmente, para um motel vagabundo, passando por matas, rasgando avenidas como a máquina ponteia uma velha roupa colorida rasgada pelas farpas impiedosas do arame. Conduzida por um adolescente péssimo motociclista, uma garota [odiava ser chamada de garota] uma mulher ou quase uma mulher em formação que sustentava nos seios uma camiseta branca, bem sacana, daquelas que mostram aquele trecho entre o final da coluna e os dois ossinhos da lateral da cintura onde sustenta o jeans délavé,  também a saia ou também o short jeans – índigo blue jeans. Uma das  mãos dele movimenta suave ascendente a partir do joelho – o suficiente para lhe permitir acesso ao caminho – aquela boca e como ela joga o cabelo pra trás e no umbigo, misericórdia, tem de piedade – piercing com strass.

 Nunca mais se viram... 15 anos depois se   reencontraram por acaso num Shopping, na Praça de Conveniência, na esquina da Colcci. Ela sacou quando ele escondeu a aliança no bolso e a forma como prolongou a conversa sem que pronunciasse uma vez sequer o seu nome.

- Vou lhe poupar o desconcerto de não lembrar o meu nome, desde aquele dia ainda me chamo Bianca.

- Eu continuo Bernardo.

- Sei lembro! – um dia vi você passando no ônibus e mandei um torpedo!

- O que tinha escrito?

- Adorei o seu cabelo. É novo?

- Ah quando eu cortei o cabelo, mas meu celular foi roubado.

- Não nos falamos mais.

-Como Bernardo? – como?

Bianca queria ser feliz aos 30 quando percebeu que era quase céu azul,  mas era nublado e aquelas sobrancelhas agora derrapavam para a outra, a aventura, a amante, a traidora. E, ela disse: não.

Bernardo sumiu ali na esquina onde por trás da Dress To há uma saída para o estacionamento.

Bianca, 30 anos, alguns dias e minutos está a 60 minutos usando um vestido branco de comprimento até os joelhos, uma bolsa vermelha e sandálias rosas com saltos. O único movimento que faz é levar á boca um bombom de chocolate e deixar o papel cair á sua volta. Era céu azul lá fora, mas as estrelas partiram e restaram, apenas, suas embalagens desordenadas no chão orientadas pelo ar que os outros passos produziam e desorientados seguiam vagos como o olhar que um dia pareceu paraíso.   

fotos:google

Escrito por marcelo amm às 10h21
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

quem é o Senador Azeredo e o que ele quer? - marcelo amm

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por marcelo amm às 21h34
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Feliz Dia das Mães_marcelo amm

Bem, fui á uma palestra, nesta semana, cujo palestrante, James, contou sobre a criação do Dia das Mães. Anna Jarvis queria apenas que este dia fosse reconhecido e era também pedido que os filhos presenteassem suas mães com um cravo branco em sinal de gratidão e amor. Ela repudiava os cartões impressos – achava que isto era muito pequeno em relação ao amor que uma mãe tem pelo filho. Enfim, Dia das Mães é um monte de coisas, vida, educação, inicio da formação do caráter de um ser humano ou a derrota total.

Chico e Boal pediram  que mirássemos no exemplo daquelas mulheres de Atenas. E, eu digo mirem-se no exemplo de Maria de Nazeré.

Feliz Dia das Mães!    

“Anna Maria Jarvis (1864, Webster, Virgínia - 24 de novembro de 1948, West Chester Pensilvânia) é reconhecida como idealizadora do Dia das Mães nos Estados Unidos.

A idéia surgiu a partir de um episódio ocorrido na vida pessoal de Jarvis, a morte da mãe em 1905. As amigas, muito preocupadas com seu estado depressivo depois do fato, fizeram uma festa para eternizar o dia. Anna quis que a celebração fosse estendida a todas as mães. Depois de lutar três anos para oficializar a data, finalmente, em 26 de abril de 1910, o governador da Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, acrescentou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Em pouco tempo outros estados norte-americanos aderiram à comemoração e com isso, em 1914, o presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson [1] formalizou a data em todo o território nacional.

[editar] Biografia

Anna Jarvis nasceu na pequena cidade de Webster no Condado de Taylor, na Virgínia do Oeste. Ela foi filha de Ann Maria Reeves Jarvis. A família mudou-se para perto de Grafton, também na Virgínia do Oeste, durante sua infância.

Em 12 de maio de 1907, dois anos após a morte de sua mãe, ela criou um memorial a sua mãe e iniciou um campanha para que o "Dia das Mães" fosse um feriado reconhecido. Ela obteve sucesso ao torná-lo nacionalmente reconhecido em 1914. A Capela do Dia Internacional das Mães foi estabelecida em Grafton para comemorar sua vitória.”

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anna_Jarvis

Fotos: Google

Escrito por marcelo amm às 21h36
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Meu Explicito_marcelo amm

 

 

Pois é né? to me sentindo  da mesma forma quando eu fui me confessar ao Padre Reinaldo [ santo deus que padre chato] para a 1ª Comunhão, mas Mariposo – L  me incluiu no memê onde eu devo confessar coisas que eu já tenha feito então lá vai:

 

1 - Meu passatempo predileto na infância era estar armado com o meu revolver com tiros de espoletas e acionar o gatilho  na janela da   Dona Roberta – vizinha sexagenária que fazia renda de birros – eu adorava tira – la da concentração – e quando ela queixava – se á minha mãe eu jurava que ela era mentirosa, coroca e caduca – Deus me perdoe!

 

2 - Comi o extrato de tomates que estava guardado na lata dentro da geladeira pensando que fosse doce de araçá com coco  feito pela mãe e escondido para que eu não comesse – eu não sabia ler direto e se havia as letras “d” “o” pra já poderia ser um doce – moral da história não confessei que fui eu quem comeu o extrato e o  pior foi  ter que engolir aquele troço ruim porque eu não podia cuspir pra não dar bandeira.

 

3 - Não sacava o que era morto ou vivo, então quando eu acordava antes de todos em casa eu dizia: oba todo mundo morreu e só eu fiquei vivo...fazia um tremendo barulho pra testar a veracidade de minha suposição e acabava sempre no castigo...no quarto escuro com medo dos ratos....um horror!

 

4 - Brochei e fui corno no mesmo dia. Quando  morava na Foz do Iguaçu eu, Zé Carlos, Miro e Joel fomos para a zona, lá chamada de  “Pé Enchado”, antes, bebemos  - eu porque estava nervoso – não era a minha primeira investida  sexual e sim a primeira vez que ia á um inferninho – primeira e última, não voltei mais – a musica era animada – vaneirão um ritmo típico  - todas as mulheres se chamavam Andréia – senti tesão por várias até que fixei um olhar de mosca morta para uma das Andréias. Dancei tipo bate coxas e mela cueca e fomos pro quarto. Primeiro, era preciso pagar o acesso ao quarto para um travesti, dono do estabelecimento, dai obtinha – se a chave para o quarto. Andréia me fez um oral dos bons [sssss] e foi pro banheiro, tomamos banhos juntos, voltei pro quarto e ela ficou por lá tempos, tempos e eu ia entrando em pânico, com medo que houvesse alguém embaixo da cama ou que ela se saísse e alguém viesse me assaltar. Não relaxei, ela voltou retomamos os amassos mas eu não consegui me excitar novamente, brochei.... como havia bebido antes, dormi e acordei no outro dia sozinho e os meus amigos me gozando dizendo que a “ minha mulher” havia voltado para o salão e ido dormir em outro quarto com outro cliente. Tive que pagar a onda, senão, não sairia vivo de lá. Não curti a onda de ir a um puteiro mesmo que os Raimundos tenham dito que foi num puteiro em João Pessoa que eles descobriram que a vida é boa. That’s all folks! Por enquanto é só pessoal!

 

6 - Preciso indicar cinco blogs, no entanto, a seqüência não é obrigatória, quem quiser pode continuar:

 

 

Gisele

Beti

Dudu

Vinicius

Vanessa  

 

**

 

 Cuidado ocê que está se rindo d’eu. Vô pichar uma bendição sob ocê. Tomara que euando você escrever o seu livro de contos este seja um best seller. Trecho inspirado em Nérso Carneiro, o vampiro brasileiro de Chico Anysio.

Escrito por marcelo amm às 18h18
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Adormecida ela já é Bela imaginem só quando ela acordar_ marcelo amm

Quando eu vi o Livro “Contos de Grimm – A Bela Adormecida e Outras Histórias – dos Irmãos Grimm” achei de imediato que fosse bom. Vasculhei totens da Livraria Saraiva em busca de livros no formato pocket e de todos estes, A Bela... era o que melhor me arrebatava e me jogava em algum lugar sórdido ou vanguarda ou vintage - como se queira denominar algo que seja menos real do que vida real, mas que seja benfazejo e que ao final tenha beijo. Um outro seria Janis por ela mesma, mas li uns trechos e as citações eram ácidas ou lisérgicas e eu estou denso tanto quanto em busca de leveza ou ternura; um pouco de algodão doce e muitas maçãs. Eu os escolho -  os livros – ou eles é que me escolhem? – geralmente abrindo uma página aleatória e lendo-a e se me fizer bem, se me excitar os olhos, se me acariciar como uma roupa velha conhecida de minhas células então eu julgo que é um bom livro. Outros motivos são que já faz vinte e oito  dias que o meu aniversário, deste ano, já é passado e hoje é vinte e três de abril de dois mil e nove d.C, dia de Jorge, um cara bróder que enfrenta até dragões, um espírito muito elevado e do qual eu sou muito fã. Salve Jorge!  

 

“Um verdadeiro poeta é como um homem que se sente imensamente feliz onde quer que esteja, se lhe for permitido apreciar as folhas e a relva, observar o sol se levantar e se pôr. O falso poeta viaja ao estrangeiro e anseia por se exaltar com as montanhas da Suíça e os mares da Itália. Ele vai a estes lugares, mas permanece insatisfeito. Não é tão feliz como o homem que fica em casa e vê a macieira florescer na primavera e escuta os passarinhos cantarem em seus galhos.” – Jacob Grimm

Prá saber mais aqui

UOL Busca 

Escrito por marcelo amm às 17h01
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Meu perfil

BRASIL, Nordeste, SALVADOR, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Cinema e vídeo, Arte e cultura, Beijar,rasgar papéis e não fazer nada

Visitante número: